terça-feira, 20 de novembro de 2012

Não acredito nelas, mas lá que as há, há...

Nova kampanja vjenčanica Envy Rooma!


O que era suposto acontecer:
Saí cedo do trabalho hoje. Pouco antes das 5 já estava a caminho e tinha tudo planeado: ir ao supermercado, chegar a casa, fazer scones, ler um bocado, e preparar trabalho para amanhã que hoje nem é muito. Simples, coisas simples.

O que aconteceu:
Saí cedo do trabalho. Pouco antes das 5 já estava a caminho do supermercado. Telefona-me um amigo a pedir um favor: para lhe ir buscar uma encomenda a um sítio perto de minha casa. Vou. Trato de tudo. Vou ao supermercado. Estou a sair do carro e dou de caras com uma senhora velha a meio metro de mim. Assusto-me porque não estava a contar. Diz ela: não se assuste cara linda não lhe vou fazer mal. Tudo bem, digo eu, precisa de alguma coisa? Não, diz ela, vinha aqui dizer-lhe que gostava de lhe ver a mão porque não tem tido muita sorte na vida sabe? E tem, há muito tempo uma pessoa com muita inveja que lhe traz essa má sorte. A menina está carregada de inveja. Posso dizer-lhe quem é? Não! Nem quero saber, digo-lhe eu já meio borrada pelas pernas abaixo a visualizar toda a gente à minha frente. Ela diz: tudo bem e vai à vida dela.

Fui ao supermercado com as pernas a tremer e pergunto ao segurança que estava a ver se ela diz isto a todas as pessoas. Não sei, diz ele, é a primeira vez que a vejo aqui.
Lá fui a pensar nisso o tempo todo, trouxe metade das coisas que precisava. Saí novamente, andei às voltas de carro. Lembrei-me que afinal não trouxe tudo. Voltei lá. Cheguei a casa às 7, já não fiz quase nada do que queria, mas ainda pus roupa a lavar e o jantar a fazer e cheira bem e tudo.

Não quero voltar a pensar no que a mulher me disse, mas já vou ali mudar o sal ao meu saco na entrada e benzer-me e acreditar (que acredito mesmo) que na minha vida não há nada para invejar, mas mesmo nada.
Pelo sim pelo não vou mas é fechar a matraca mais do que tenho feito até aqui.

Tenho ditto.

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