
Bancamos a otária quando estamos assistir, em primeira fila, a uma situação e esfregamos os olhos vezes sem conta para nos certificarmos de que estamos a ver bem. E esfregamos e esfregamos e continuamos a ficar incrédulas com a situação. Então perguntamos à pessoa do lado se está a ver o mesmo que nós. E a pessoa diz que sim e que até vê mais qualquer coisa que nós não atingimos. E nós mantemos a nossa incredulidade porque achamos que não merecemos, que não fizemos nada de mais para estarmos naquele papel, mas o que é certo é que somos as protagonistas da bela peça de teatro. E depois, como não temos o síndroma do condutor em sentido contrário perguntamos, mas que merda fiz eu desta vez? Onde errei? E percebemos que se calhar não erramos assim tanto, mas não abrimos os olhos em tempo útil.
E depois sacudimos a poeira, levantamos da primeira fila, batemos com a porta e esperamos calmamente pelo dia da paga. E no dia em que ele chegar nós rimos bem alto e batemos as palmas que não tivemos tempo de bater quando a peça acabou.
Para ti, sabes do que falo...
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