terça-feira, 6 de novembro de 2012
O que fica por entender, fica por entender
Temo, às vezes, não conseguir dizer às pessoas tudo aquilo que eu acho que elas precisam de ouvir, ou melhor, tudo aquilo que eu necessitava de dizer. Não é que vá mudar alguma coisa, mas acho que desta forma ficaria entendido porque é que as coisas não voltam a ser como dantes. E que já não eram como dantes há muito tempo, mesmo antes de o 'antes' existir. E hoje entendo que não foi por causa de uma gota de água num copo vazio, mas foi uma gota de água num copo cheio. O problema é que eu nunca dei pelo copo encher, ignorei aquele som irritante da pinga a cair sobre a água. Um dia quando transbordou eu achei que a culpa toda tinha sido dessa maldita gota que, era tão grande, que fez o copo entornar. Com o tempo percebemos que o copo vinha enchendo e eu ignorando e que só à luz da distância consegui entender o que optara por não entender. Portanto onde não havia tempo nem espaço, agora há muito mais tempo e muito mais espaço, mas a uma distância considerável. E à luz desta distância haverá sempre espaço para uma conversa, longa até, mas onde já não se diz quase nada, pelo menos nada que me venha no coração.
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