Por mais que haja dias em que a paciência seja pouca, ou que a conversa não nos diga nada. Por mais que haja dias que não nos apetece determinadas pessoas, determinadas situações ou determinados desabafos. Por mais que haja dias que a irritação toma conta de nós, é aqui e agora e sobretudo nestes dias que não nos podemos esquecer dos tantos momentos em que também precisamos e as pessoas estiveram lá para nós.
Se há coisa pela qual sou grata é ter uma boa memória que permita que não me esqueça das pessoas e de todas as situações em que me senti um farrapo e elas me abriram a boca para me enfiar comida lá dentro.
Hoje, e avaliando certas situações reconheço um dramatismo exagerado, mas na altura quem é que nos convence do contrário? E com ou sem dramatismo, o que é certo é que há pessoas na minha vida que sempre que eu precise de alguma coisa (seja de um cigarro, de dois dedos de conversa, de um antibiótico ou de comida pela goela abaixo) estão lá. Saem de casa e tocam à campainha. Mexem-se. E não me fazem sentir sozinha.
E isto é daquelas coisas que não se pode esquecer, em nenhum situação. Sobretudo porque muitas vezes estas atitudes veem de quem nós menos esperamos. As pessoas mais improváveis são aquelas que, inesperadamente nos surpreendem, nos ajudam e nos levantam. Gosto cada vez mais das pessoas improváveis. Vão ganhando espaço em mim, dentro de mim.
E pondo tudo e tanta coisa em perspectiva, onde estavam em certas alturas, as pessoas mais prováveis?
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