quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Se tiveres saudades, mata-as

Se tiveres saudades, mata-as. Mas mata-as de uma morte inevitável. Mata-as sem me procurares, sem quereres saber. Mata-as no sentido de as fazeres desaparecer para que não voltem, para que não ressuscitem. Mata-as para que não as possas associar nunca mais a mim. Porque é triste que afinal, no fim do caminho, a única coisa que tenha sobrado, são mesmo as saudades.

3 comentários:

  1. Já li este seu texto 2 ou 3 vezes. E lembrava-me algo, não sabia o quê. Hoje lembrei-me. Uma música da fadista Amália Rodrigues: Confesso.

    http://www.youtube.com/watch?v=G5oHBiZjtlw&feature=share

    Confesso que te amei, confesso
    Não coro de o dizer, não coro
    Pareço outra mulher, pareço
    Mas lá chorar por ti, não choro
    Fugir do amor tem seu preço
    E a noite em claro atravesso
    Longe do meu travesseiro
    Começo a ver que não esqueço
    Mas lá perdão não te peço
    Sem que me peças primeiro

    De rastos a teus pés
    Perdida te adorei
    Até que me encontrei, perdida
    Agora já não és
    Na vida o meu senhor
    Mas foste o meu amor, na vida

    Não penses mais em mim, não penses
    Não estou nem p'ra te ouvir por carta
    Convences as mulheres, convences
    Estou farta de o saber, estou farta
    Não escrevas mais nem me incenses
    Quero que tu me diferences
    Dessas que a vida te deu
    A mim já não me pertences
    Mas lá vencer-me não vences
    Porque vencida estou eu

    De rastos a teus pés
    Perdida te adorei
    Até que me encontrei, perdida
    Agora já não és
    Na vida o meu senhor
    Mas foste o meu amor, na vida.

    Foram estes dois versos que associei ao seu post:
    Não penses mais em mim, não penses
    Não estou nem p'ra te ouvir por carta

    Beijo

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  2. Gostei da música e da associação ;)

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