Se tiveres saudades, mata-as. Mas mata-as de uma morte inevitável. Mata-as sem me procurares, sem quereres saber. Mata-as no sentido de as fazeres desaparecer para que não voltem, para que não ressuscitem. Mata-as para que não as possas associar nunca mais a mim. Porque é triste que afinal, no fim do caminho, a única coisa que tenha sobrado, são mesmo as saudades.
Gosto muito!
ResponderEliminarJá li este seu texto 2 ou 3 vezes. E lembrava-me algo, não sabia o quê. Hoje lembrei-me. Uma música da fadista Amália Rodrigues: Confesso.
ResponderEliminarhttp://www.youtube.com/watch?v=G5oHBiZjtlw&feature=share
Confesso que te amei, confesso
Não coro de o dizer, não coro
Pareço outra mulher, pareço
Mas lá chorar por ti, não choro
Fugir do amor tem seu preço
E a noite em claro atravesso
Longe do meu travesseiro
Começo a ver que não esqueço
Mas lá perdão não te peço
Sem que me peças primeiro
De rastos a teus pés
Perdida te adorei
Até que me encontrei, perdida
Agora já não és
Na vida o meu senhor
Mas foste o meu amor, na vida
Não penses mais em mim, não penses
Não estou nem p'ra te ouvir por carta
Convences as mulheres, convences
Estou farta de o saber, estou farta
Não escrevas mais nem me incenses
Quero que tu me diferences
Dessas que a vida te deu
A mim já não me pertences
Mas lá vencer-me não vences
Porque vencida estou eu
De rastos a teus pés
Perdida te adorei
Até que me encontrei, perdida
Agora já não és
Na vida o meu senhor
Mas foste o meu amor, na vida.
Foram estes dois versos que associei ao seu post:
Não penses mais em mim, não penses
Não estou nem p'ra te ouvir por carta
Beijo
Gostei da música e da associação ;)
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