Gostava mesmo de chegar ao final de janeiro do próximo ano, fazer as malas e viajar mundo e voltar daí a seis ou sete meses. Gostava mesmo. Não sei bem o que vou levar desta vida, mas temo chegar aos 70 anos e saber que podia ter feito tanta coisa que não fiz.
Sou rapariga para pensar numa vida convencional, com um estilo de vida convencional, mas eu não sou uma rapariga convencional e talvez seja por isso que não me acontecem as coisas convencionais. Aquelas coisas que acontecem a toda a gente e toda a gente é (supostamente) feliz com elas.
Preciso constantemente de mudanças, adoro fechar portas (ainda que me custe para caraças), adoro começar de novo (mesmo que com medo). O sabor igual à comida de todos os dias, as conversas sem sal, a rotina, o mais-do-mesmo, tiram-me do sério.
Não sei o que vou levar desta vida mas espero que possa olhar para trás e ficar feliz com o que levo.
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