As últimas coisas a sair da minha casa foram as minhas plantas e eu. Depois de três anos certinhos naquela casa, acabei por ter que a deixar, por força das circunstâncias. Não olhei muito para ela quando fechei a porta, mas sei que chorei dias a fio antes de fazer a mudança. Acordava por volta das 6 da manhã, sem conseguir dormir mais e chorava por todas as memórias que iria deixar ali guardadas, por todas as rotinas que acabei de abandonar. Aquela casa foi a minha casa durante três anos e nela guardo momentos muito bons e momentos menos bons.
Não sei se essa angústia se devia à casa em si, mas às memórias que dela guardo e de todos os momentos em que ri e chorei com pessoas que são e outras que foram muito importantes para mim. Sei que no dia que fechei aquela porta não o fiz apenas em sentido físico, mas num sentido muito mais profundo. E sei que quando fecho uma porta, não olho mais para trás. Vou e pronto. E sei que assim que fecho uma porta raramente vou abri-la de novo, mesmo que agora me fosse possível voltar.
As recordações ficam comigo, não as apago com a facilidade que fecho uma porta, mas até essas se vão dissipando com o tempo e espero reter dali as únicas que merecem ser retidas: as melhores de sempre. Todas as outras vão fazer parte do meu percurso e servirão para eu me lembrar do que fui em determinadas alturas e que espero não voltar a ser. Sei que a casa para onde vou voltar em breve terá sempre a porta aberta, mas não para todas as pessoas e tampouco da mesma forma.
Fecha-se uma porta... abre-se uma janela. Pelo menos é o que dizem...! :) Muita sorte nesta nova etapa!
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